Renato Vianna: um homem do seu tempo, com os olhos no futuro.
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:: Para alguns, era um cabotino. Para muitos um deus. Tal ambigüidade, perceptível no olhar e no entendimento dos que acompanharam a trajetória de Renato Vianna, não elimina o fato histórico representado por essa mesma trajetória. Foi um pioneiro, um incansável batalhador pela modernização cênica do teatro, atuando de modo inteligente e corajoso por três décadas, desde o início dos anos 1920. Trajeto pleno de realizações, que foi tema de vasta pesquisa de Sebastião Milaré, com apoio das Bolsas Vitae, e que resultou no livro “Batalha da Quimera”, publicado pelas Edições Funarte. “Além de seu perfil audacioso e inovador”, diz o Ministro da Cultura Juca Ferreira na apresentação do livro, “Vianna era também um provocador nato. Irriquieto socialmente, concebia personagens que eram membros da alta sociedade como crítica às pretensões aristocráticas da burguesia brasileira. Sempre identificado com os movimentos contestatórios, levou a contestação para dentro do teatro, subvertendo meios e por criticar o status quo, sempre foi marginalizado e posto no ostacismo, como tantos. ´Batalha da Quimera´vem então para tirá-lo, definitivamente, desta posição”.
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