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UM CAMINHO FEITO AO ANDAR
:: No livro "A gênese da Vertigem" Antônio Araújo expõe as origens do Teatro da Vertigem, a partir de um grupo de estudos, a criação do seu primeiro espetáculo, "O paraíso Perdido" e a sistematização do "processo colaborativo".
"O paraíso perdido" estreou na Igreja de Santa Ifigênia, centro de São Paulo, em 1992. :: “O objetivo deste trabalho é o estudo de um processo de criação. Estudo esse realizado pela ótica de um criador, com todas as implicações advindas de tal olhar”, esclarece Antonio Araújo, logo de saída, no seu livro “A gênese da Vertigem” (Editora Perspectiva), que como elucida o subtítulo trata do “processo de criação de O paraíso perdido”. Um esclarecimento elegante, que não pode ser confundido com desculpas antecipadas, mas consciência e responsabilidade intelectual do autor. A partir das primeiras linhas da apresentação (ou “Gênesis”) Tó, como é conhecido esse diretor-teórico, conduz o leitor, mediante relato nitidamente acadêmico, a uma das mais belas aventuras do teatro brasileiro na segunda metade do século 20: a fundação do Teatro da Vertigem e criação do primeiro espetáculo da Trilogia Bíblica.
O forte traço acadêmico do relato é justificado pelo autor: “Oriundo de minha dissertação de mestrado, optei por mantê-la quase na íntegra”. Confessa que “a tentação de reescrevê-la foi grande, porém tal iniciativa acabaria produzindo outra obra”. Independentemente de como seria essa “outra obra”, cabe-nos ressaltar o valor da versão publicada, indispensável a quem estuda questões do teatro contemporâneo. Cabe observar, igualmente, a qualidade afetiva do discurso, que a natureza acadêmica do estudo não conseguiu minimizar. Lê-se o trabalho de Tó com o prazer da descoberta de novos modos e procedimentos para a criação cênica, realizada por jovens atores e atrizes que se v...  >> Clique aqui e leia mais.
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Revisitando livros publicados por grupos teatrais nos últimos anos, vamos destacar a “Dramaturgia pessoal do ator”, de Wlad Lima, lançado pelo Grupo Cuíra, do Pará, em 2005. A obra (originalmente dissertação de mestrado da autora, na UFBA) é o registro minucioso da montagem de “Hamlet, um extrato de nós”, realizada pelo Cuíra a partir da obra de Shakespeare, sob direção de Cacá Carvalho. Viagem fascinante aos primórdios do teatro latino-americano moderno, o livro de Magaly Muguercia “Teatro Latinoamericano del Siglo XX” é indispensável ao pesquisador, estudioso ou profissional de teatro. A elegância da escrita de Muguercia não oculta, pelo contrário, evidencia a pesquisa sistemática e a postura científica da autora frente ao tema. Cliqui aqui e leia a resenha. Publicada em livro, finalmente, a histórica peça de Renato Vianna “A última encarnação do Fausto”. Obra marco do modernismo teatral brasileiro integra agora a coleção Dramaturgos do Brasil, da WMF Martins Fontes Editora, numa edição organizada por Sebastião Milaré. A apresentação de João Roberto Faria, coordenador da coleção, publicada na última capa do livro, é aqui reproduzida. Leia mais.
Crítico e pesquisador de teatro, Sebastião Milaré surge em livro agora como dramaturgo. “Poesia Teatral”, publicada pela Giostri Editora, traz quatro dos seus textos dramáticos, sendo dois já encenados e dois inéditos. A apresentação das obras, aqui reproduzida, é assinada pelo poeta e dramaturgo Maurício Arruda Mendonça, permanente colaborador da Armazém Companhia de Teatro.
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 :: Crítica :: 
 :: Território das contradições e ambigüidades, o teatro permanece no século 21 como espelho da humanidade. Esta é sua natureza, desde a origem. E por ter a natureza tão bem definida, permanece sempre igual por muito que se transforme. Mais do que isso: continua vital e necessário, a despeito de sua morte insistentemente anunciada. De fato ele morreu e morre incontáveis vezes, porque é humano; porém renasceu e renasce sempre, porque é divino, é eterno. Devaneios poéticos? Não, realidade bruta. Isto é o que se depreende da série “Teatro e Circunstância”.A idéia central da série foi investigar o teatro e as circunstâncias que hoje o determinam como
 :: Editorial :: 
 :: O crescimento do teatro, em todo o país, é notável. Grupos de ótima qualidade são encontrados por toda parte. O fazer teatral tornou-se um jeito de dialogar com a realidade na busca de compreendê-la e propor a transformação. Levas de jovens juntam-se a pessoas mais experientes com vistas ao aprofundamento na arte através do conhecimento, do aprendizado de técnicas, tornando a prática teatral desafio cotidiano. O espaço cênico e até os conceitos básicos de teatro passam por surpreendentes metamorfoses. Isso tudo vem gerando impressionante bibliografia, pois os próprios grupos sentem a necessidade de registrar em livros as suas experiências. Há
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