"O paraíso perdido" estreou na Igreja de Santa Ifigênia, centro de São Paulo, em 1992.
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:: “O objetivo deste trabalho é o estudo de um processo de criação. Estudo esse realizado pela ótica de um criador, com todas as implicações advindas de tal olhar”, esclarece Antonio Araújo, logo de saída, no seu livro “A gênese da Vertigem” (Editora Perspectiva), que como elucida o subtítulo trata do “processo de criação de O paraíso perdido”. Um esclarecimento elegante, que não pode ser confundido com desculpas antecipadas, mas consciência e responsabilidade intelectual do autor. A partir das primeiras linhas da apresentação (ou “Gênesis”) Tó, como é conhecido esse diretor-teórico, conduz o leitor, mediante relato nitidamente acadêmico, a uma das mais belas aventuras do teatro brasileiro na segunda metade do século 20: a fundação do Teatro da Vertigem e criação do primeiro espetáculo da Trilogia Bíblica.
O forte traço acadêmico do relato é justificado pelo autor: “Oriundo de minha dissertação de mestrado, optei por mantê-la quase na íntegra”. Confessa que “a tentação de reescrevê-la foi grande, porém tal iniciativa acabaria produzindo outra obra”. Independentemente de como seria essa “outra obra”, cabe-nos ressaltar o valor da versão publicada, indispensável a quem estuda questões do teatro contemporâneo. Cabe observar, igualmente, a qualidade afetiva do discurso, que a natureza acadêmica do estudo não conseguiu minimizar. Lê-se o trabalho de Tó com o prazer da descoberta de novos modos e procedimentos para a criação cênica, realizada por jovens atores e atrizes que se v... >> Clique aqui e leia mais.
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