ANgelica Liddell: "Yo no soy bonita".
(Foto de Francesca Paraguai)
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:: No II Encuentro de Programadores Internacionales, promovido pelo Instituto Cervantes em Gijón, Astúrias, de 16 a 19 de julho de 2008, a mais importante performance apresentada foi a de Angélica Liddell. Tal é o ponto de vista deste escriba, evidentemente, e não parecer unânime dos cinqüenta programadores participantes do evento, vindos de todo canto do mundo.
Tendo acompanhado a exaustiva programação organizada pelo Instituto Cervantes, que em quatro dias nos fez ver 13 espetáculos, participar de duas mesas redondas e duas exposições de projetos criativos, além das festas de abertura e de encerramento, acho-me no dever de expor meu pensamento sobre o visto e vivenciado. Mas está fora de hipótese a análise de obra a obra, até porque o conjunto revela monótonos procedimentos contemporâneos nivelando todas as produções: quase sempre é um solo ou duo, tem compulsoriamente um projetor de vídeo (parece que sem vídeo não se pode mais fazer teatro, dança ou performance cênica); há um desprezo ostensivo às técnicas tradicionais e, no entanto, parece que outras não surgem para estabelecer novos códigos ou indicar novos caminhos; a falta de técnica é mais evidente no trabalho vocal, pois normalmente não se entende o que é dito, por péssima articulação dos intérpretes, ou tem-se dificuldade em captar a construção sonora, por ser inaudível a fala...
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