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O TEATRO BRASILEIRO DE
1918/38: Revisteiros
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Revisteiros
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Depois
da Guerra, com o crescimento do teatro declamado, ou de comédia, a
revista também se reestruturou. Os revisteiros eram não só os
autores, mas atores/empresários que respondiam por mais da metade da
produção cênica. Marcaram época companhias revisteiras como a de
Margarida Max, a de Jardel Jércolis, a de Luis Iglésias, ou
a Casa de Caboclo, de Duque. A revista passou
a basear seus argumentos na vida política e no repentino amor à terra
que tomou conta do público. Com a instauração do Estado Novo, em
1937, a censura restringiu grandemente a temática política, obrigando
os revisteiros a apelarem ainda mais à anedota obscena. O gênero
entrou em declínio. Mas, os espetáculos luxuosos de Carlos Machado e
de Walter Pinto, dariam ao ocaso da revista, nos anos 50, um esplendor
surpreendente.
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Oscarito, um dos
maiores.
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Nos
primeiros tempos, atores da comédia apresentavam-se nas revistas. Entre
eles, os grandes Xisto Baía e Correia Vasques. Mas, com o passar do
tempo, surgiram atores e atrizes talentosos, que se dedicariam
especialmente à revista. Dentre eles, constam alguns mitos dos maiores
da cena brasileira, como Oscarito, Grande Otelo, Dercy Gonçalves.. Também
dedicaram-se à revista cantoras como Aracy Cortes ou Carmem Miranda. Na
revista atuou a legendária Luz del Fuego. Os luxuosos espetáculos dos
anos 50 tornaram populares verdadeiros "símbolos sexuais" como Virgínia
Lane, Mara Rúbia ou Norma Benguell.
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Dercy Gonçalves,
anos 30.
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O
cinema falado, ao aparecer nos anos 30, parecia uma ameaça à revista.
Mas, nos anos 50, seria o porto de chegada dos revisteiros, sobretudo
com as famosas chanchadas da Atlântida. A televisão, no entanto, ao se
apropriar dos quadros humorísticos típicos da revista, levando-os à
casa dos potenciais espectadores, terminou esvaziando o interesse pelo gênero
no palco. A revista resistiu ainda até a metade dos anos 60. Mas, os
espetáculos ficavam cada vez mais pobres e desinteressantes, num
contexto em que o teatro de comédia adquiria extraordinário vigor.
Definhou-se
e desapareceu o teatro de revista no Brasil. Mas deixou uma saudade
imensa, que viria a influenciar certas correntes da comédia dos anos
70/80 e a se manifestar em espetáculos que tentam sua retomada.
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