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Tema desta Edição

Renato Vianna
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O Teatro
Brasileiro
1918/38

Grandes Figuras
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Teatro Brasileiro 1918/38: Grandes Figuras
 
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Grandes Figuras

   


MARIA CAETANA (1922-1974)


Maria Caetana (1947).

Renato Vianna e dona Elita tiveram dois filhos, Rui e Maria Antonieta. Ambos tornaram-se atores. Rui trabalhou em várias companhias, além daquelas criadas por seu pai, mas era um ator apenas competente. Quanto a Maria Antonieta, estreou aos 14 anos e revelou-se atriz de grande talento. Em Niterói, logo após sua estréia, numa festa oferecida por acadêmicos ao seu pai, anunciou que adotaria o nome de Maria Caetana, em homenagem ao grande João Caetano, filho daquela cidade.


Renato Vianna e dona Elita tiveram dois filhos, Rui e Maria Antonieta. Ambos tornaram-se atores. Rui trabalhou em várias companhias, além daquelas criadas por seu pai, mas era um ator apenas competente. Quanto a Maria Antonieta, estreou aos 14 anos e revelou-se atriz de grande talento. Em Niterói, logo após sua estréia, numa festa oferecida por acadêmicos ao seu pai, anunciou que adotaria o nome de Maria Caetana, em homenagem ao grande João Caetano, filho daquela cidade.


Renato Vianna e Maria Caetana em Casa de Bonecas (1939).


Durante a primeira missão dramática a jovem atriz despertou enorme entusiasmo, merecendo crônicas elogiosas, às vezes vôos poéticos dos cronistas admiradores, em jornais de todas as capitais visitadas. Ao estrear no Rio de Janeiro, em 1939, como principal figura nas peças de seu pai Mona Lisa e Margarida Gauthier, consagrou-se perante o público e a crítica. Gustavo Dória chegou a afirmar em um artigo que Maria Caetana era uma das maiores atrizes do teatro brasileiro de todos os tempos.


Maria Caetana e Renato Vianna em Mona Lisa (1939).


A carreira de Maria Caetana, no entanto, esteve vinculada ao teatro do pai. Apenas uma vez participou de espetáculo em outra companhia. Aliás, curiosa companhia criada por Agostinho Olavo que formou elenco com representantes da "frente renovadora": Carlos Perry, de Os Comediantes; Jerusa Camões, do Teatro Universitário; Ruth de Souza, do Teatro Experimental do Negro; Maria Caetana, do Teatro Anchieta. Isso em 1947.


Rui Vianna e Maria Caetana em Margarida Gauthier (1939).


Depois da morte de Renato Vianna, abandonou a carreira de atriz. Em 1954, dirigiu peça do seu marido, Leone de Vasconcelos, ex-aluno de Renato, no Teatro Duse de Paschoal Carlos Magno. O espetáculo, A Noiva de Véu Negro, teve cenário de Santa Rosa, iluminação de Rui Vianna. Os elogios à direção foram enormes.
Logo depois, a família mudou-se para Goiânia e Leone de Vasconcelos comprou uma fazenda próximo ao local onde seria construída Brasília. Nessa fazenda, Maria Caetana passou seu últimos anos de vida, vitimada pelo câncer e entregue a práticas místicas. Faleceu em 1974, aos 52 anos de idade.

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MARIA JACINTHA (1910-1994)


Maria Jacintha.

Nasceu em Niterói. Filha de família tradicional, Maria Jacintha Trovão da Costa Campos foi professora de francês, jornalista, tradutora, dramaturga e animadora cultural. Seu primeiro texto teatral, O Gosto da Vida, foi montado pela Companhia Jayme Costa (1938). Depois veio  Conflito (1939), encenado por Dulcina de Morais, de quem se tornaria grande amiga e colaboradora. 


A esse se seguiriam vários outros, como Já é Manhã no Mar, Convite à Vida (ambos encenados por Dulcina), A Doutora Magda (pela Cia. Iracema de Alencar). Nessas comédias dramáticas, Maria Jacintha fazia críticas à hipocrisia e reivindicava os direitos da mulher. 


Já é Manhã no Mar. Em cena: Ribeiro Fortes, Jardel Filho, Dulcina, Odilon.


Em Convite à Vida, peça pacifista escrita nos anos da guerra e encenada quando partia a Força Expedicionária Brasileira para a Itália, dá uma visão de mundo semelhante à que duas décadas depois marcaria a geração hippie. Sua última peça (ainda inédita, publicada em 1968) foi Um Não Sei Quê que Nasce Não Sei Onde, inspirada nas situações dramáticas do país sob a ditadura militar instaurada em 1964.

Por muitos anos Maria Jacintha foi a diretora artística do Teatro do Estudante do Brasil, promovendo a atualização do repertório do grupo. Idealizou e organizou as históricas temporadas de Arte de Dulcina de Morais. Tornou-se elemento de grande valor no período de modernização do nosso teatro.



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