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O Teatro
Brasileiro
1918/38

Grandes Figuras
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Teatro Brasileiro 1918/38: Grandes Figuras
 
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Grandes Figuras

   


DULCINA DE MORAIS (1908-1996)

Filha dos atores Conchita e Átila de Morais, Dulcina nasceu em Valença, RJ, durante a excursão da companhia em que seus pais trabalhavam. Estreou na Companhia Brasileira de Comédias, que ocupava o Trianon, em 1923. Fez parte, desde então, de elencos famosos, como os de Leopoldo Fróes, Jayme Costa, Manuel Durães, Oduvaldo Vianna. Por volta de 1933 criou empresa  junto do marido Odilon, a Cia. Dulcina-Odilon, com a qual investiu também na renovação do teatro. Isto revelava, tanto em 1934 com a montagem de Amor, de Oduvaldo Vianna, quanto com a busca de textos modernos, de qualidade. Em 1942, consagra-se com a peça de Somerset Maugham Chuva, no papel da prostituta Sadye Thompson. Em seguida, deu início às "Temporadas de Arte". Organizadas por Maria Jacintha, incluindo no repertório textos de Bernard Shaw, García Lorca e Gabrielle D´Annunzio.


Dulcina em Amor.


Dulcina em Santa Joana.


Em 1955, organizou a Fundação Brasileira de Teatro, à qual se dedicaria toda a vida. Suas últimas aparições no palco foram em Bodas de Sangue, de Federico García Lorca, em 1983, e Viva Dulcina, em 1990.


Dulcina em Sinhá Moça Chorou.


Dulcina em Chuva.


Sem dúvida Dulcina de Morais foi a grande atriz brasileira, só igualada por outras como Cacilda Becker, Glauce Rocha, Fernanda Montenegro ou Marília Pêra. Porém, apenas Cacilda Becker se elevou como Dulcina ao plano do mito, do paradigma, do arquétipo.


Dulcina em Pigmaleão.


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SAMUEL CAMPELO (1889-1939)


Samuel Campelo.

Nasceu em Escada, PE. Formou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1912. Foi promotor público em Vitória, ES e exerceu vários cargos públicos em Recife. Jornalista, crítico de teatro, dramaturgo e animador cultural. Foi diretor artístico do Teatro Santa Isabel por muitos anos. Em 1931 fundou o Grupo Gente Nossa, que representou o primeiro grande esforço pela sedimentação da cultura dramática em Pernambuco (e, por extensão, no Nordeste).

Incentivou a formação de uma dramaturgia nordestina. Foi, sem dúvida, o Grupo Gente Nossa o preparador do ambiente no Recife para o florescimento do Teatro do Estudante de Pernambuco, nos anos 40, e do Teatro de Amadores de Pernambuco, no início dos anos 50.


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FLÁVIO DE CARVALHO (1899-1973)

Nascido em Barra Mansa, RJ, estudou engenharia e arte na Inglaterra e fixou residência em São Paulo a partir de 1922. Pioneiro da arquitetura moderna brasileira, apresentou projetos audaciosos e carregados de crítica à mentalidade provinciana e autoritária da época, como aquele para o Palácio do Governo de São Paulo (1927), que parecia mais uma fortaleza medieval. Polêmico e sempre inventivo, teve sua primeira exposição individual de desenhos e pinturas fechada pela polícia (1934).


O Bailado do Deus Morto, Teatro da Experiência, 1933.


Um dos fundadores do CAM (Clube dos Artistas Modernos), na sede do Clube instalou o Teatro da Experiência apresentando sua peça O Bailado do Deus Morto (1933). Também fechado pela polícia, o Teatro da Experiência marcou profundamente o panorama da época com seu programa experimental e radicalmente inovador. De alguma maneira, fosse como animador cultural ou cenógrafo, Flávio de Carvalho esteve sempre vinculado ao teatro.



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