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Teatro
Brasileiro 1918/38: Grandes Figuras
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Grandes
Figuras
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ALVARO MOREYRA (1888-1964)
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Eugênia
e Álvaro Moreyra vistos por Alvarus.
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Nascido
em Porto Alegre, RS, cedo destacou-se como poeta.
Integrou o movimento simbolista gaúcho. Fixando residência
no Rio de Janeiro, foi jornalista renomado, dirigiu
publicações de sucesso como as revistas "Para
Todos" e "Dom Casmurro". Participou com
sua esposa, Eugênia, da Semana de Arte Moderna de
1922. Estreou no teatro como autor da revista Noé e os Outros (1926). Propondo a renovação cênica criou o
Teatro de Brinquedo, que abriu temporada em 1927 com
sua comédia Adão, Eva e Outros Membros da Família. Mais tarde, criou e dirigiu
a Companhia Dramática, com subsídios do SNT.
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EUGÊNIA
ÁLVARO MOREYRA (1899-1948)
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Nasceu
em Juiz de Fora, MG. Era Eugênia Brandão quando conquistou fama no
jornalismo como primeira repórter brasileira. Trabalhou nos jornais
Última Hora, A
Rua, A Notícia e O País -
todos do Rio de Janeiro. Casou-se com Álvaro Moreyra e adotou o
nome do marido como sobrenome.
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Eugênia
Brandão (1914).
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Eugênia
Álvaro Moreyra (1937).
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Com
ele participou da Semana de Arte Moderna de 1922, criou o Teatro de
Brinquedo e construiu sua carreira no teatro. Pioneira, revolucionária,
uma das musas do Modernismo, Eugênia Álvaro Moreyra participou
ativamente da Aliança Nacional Libertadora, em 1935, o que lhe
custou vários meses de prisão.
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JORACY CAMARGO (1898-1973)
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Nasceu
no Rio de Janeiro. Começou no teatro aos 14 anos, como ator amador.
Estreou como autor com a revista Me
Leva, Meu Bem. Integrou a equipe de Álvaro Moreyra no Teatro de
Brinquedo. Primeiro dramaturgo brasileiro a abordar questões do
proletariado, embora de modo ingênuo. Temática que já se
insinuava em O Bobo do Rei (1930)
e se torna explícita em Deus
Lhe Pague (1933), peça encenada por Procópio Ferreira, que se
tornou o maior sucesso do teatro brasileiro na primeira metade do século
20 e alcançou prestígio internacional, sendo adaptada para o
cinema na Argentina.
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Joracy
Camargo e Procópio Ferreira.
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Anastácio,
Maria Cachucha, Fora da Vida,
Mocinha, são algumas de
cerca de 50 comédias escritas por Joracy Camargo, praticamente
todas de sucesso junto ao público.
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PASCHOAL CARLOS MAGNO
(1906-1980)
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Nasceu
no Rio de Janeiro. Poeta, romancista, diplomata de carreira,
vereador pelo Distrito Federal, chefe de gabinete no Governo de
Juscelino Kubistschek, mas acima de tudo, homem de teatro. Começou
no teatro junto com Renato Vianna, na Caverna Mágica. Depois,
esteve com Álvaro Moreyra na segunda temporada do Teatro de
Brinquedo, foi diretor artístico da Companhia Jayme Costa e, em
1938, fundou no Teatro do Estudante do Brasil.
Foram inúmeras as suas contribuições para o
desenvolvimento do moderno teatro brasileiro. Do Curso de Férias
de Teatro, que organizou em 1944, por exemplo, se originou o
Teatro Experimental do Negro.
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Paschoal
Carlos Magno. |

Paschoal ao
lado do presidente Café Filho em uma estréia no Teatro Duse. |
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Com o Teatro do Estudante do Brasil, realizou viagens pelo país,
a exemplo das "missões dramáticas" de Renato Vianna.
Em 1952, criou em sua casa, em Santa Teresa, o Teatro Duse,
destinado a encenar novos autores. O Teatro Duse passou a ser
importante referência ao desenvolvimento não só da dramaturgia,
também laboratório de atores e diretores. Implementou festivais
de teatro por todo o país. Fundou a Aldeia de Arcozelo. A ação
mais extraordinária de Paschoal Carlos Magno foi no sentido de
estimular o amor ao teatro nos jovens, apoiando aqueles que ao
teatro se dedicassem.
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