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O Teatro
Brasileiro
1918/38

Grandes Figuras
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Teatro Brasileiro 1918/38: Grandes Figuras
 
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Grandes Figuras

   


ABIGAIL MAIA
(1887-19...)


Abigail Maia (1913).

Nascida em Porto Alegre, RS, estreou no teatro aos 15 anos de idade. Atriz, cantora, bailarina. Trabalhou em inúmeras companhias de comédias e revistas antes de criar sua própria empresa, em parceria com Oduvaldo Vianna. Em 1921, agregando-se à companhia Viriato Correa e Nicola Viggiani, deu-se a temporada conhecida historicamente como "movimento Trianon" (v. Companhias). Com seu trabalho ligado a um dos mais conceituados comediógrafos do período, valorizou a dramaturgia brasileira e ensejou algumas experimentações renovadoras. Nos anos 40 ingressou no elenco de rádio-atores da Radio Nacional.

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PROCÓPIO FERREIRA (1898-1979)


Procópio em Cala a Boca, Etelvina!, de Armando Gonzaga (1925).

Nasceu no Rio de Janeiro. Cursou a Escola Dramática Municipal e estreou em 1916, na Companhia Lucília Péres. Trabalhou em várias companhias e na de Abigail Maia, no Trianon, obteve seu primeiro grande êxito fazendo o papel de Zé Fogueteiro na peça  A Juriti, de Viriato Correa. Em 1924 fundou sua própria companhia que logo se firmou como uma das principais do país. A partir dessa época começou a disputar com Leopoldo Fróes a preferência do público. 

A consagração definitiva veio em 1933, fazendo o falso mendigo da comédia de Joracy Camargo Deus Lhe Pague, que passou a ser o carro-chefe do seu repertório. Foi, sem dúvida, o mais popular ator brasileiro de todos os tempos. E um grande ator. 


Procópio Ferreira (c.1930).


Procópio em Deus Lhe Pague, de Joracy Camargo (1933).


Depois de vê-lo interpretando Médico à Força, de Molière, Louis Jouvet enviou mensagem convidando-o a fazer com ele em Paris o Sganarelo no Don Juan. Critica-se em Procópio o oportunismo e o nenhum esforço pela renovação dos processos em seu teatro. Uma crítica justa. Mas que não lhe tira os méritos de ter sido um dos nossos maiores atores.


Procópio em A Esperança da Família, de Alfredo Mesquita (1936).


Procópio em Esta Noite Choveu Prata, de Pedro Bloch (1957).


Procópio em O Avarento, de Molière (1969).


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JAYME COSTA (1897-1967)


Jayme Costa (c.1930)
.

Nasceu no Rio de Janeiro. Um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos, Jayme Costa foi empresário audacioso, apresentando já nos anos 20 peça de Pirandello e, nos anos 40, encenando pela primeira vez no Brasil obras de O´Neill e de Arthur Miller, além de ter estreado mais de 200 originais brasileiros. Amigo de Renato Vianna, a quem chamava de mestre, com ele trabalhou várias vezes antes das desavenças no episódio do Teatro-Escola.

Jayme Costa, ator moderno, dono de expressão rica, homem culto, adaptou-se bem às transformações modernizadoras do teatro (para as quais também contribuiu) e continuou respeitado como o grande ator que de fato era até o fim da vida.


Jayme Costa em Carlota Joaquina, 1939.


Jayme Costa em Filomena Maturano, 1949.


Jayme Costa em My Fair Lady, 1962.


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OLGA NAVARRO (1905-1994)


Olga Navarro em Iaiá Boneca (1938).

Nasceu em Veneza, Itália, vindo ainda criança para o Brasil. Estreou em São Paulo, na Colméia, a segunda companhia formada por Renato Vianna. Atriz de grandes recursos expressivos, mulher bonita e culta, Olga Navarro logo estava entre os principais nomes do nosso teatro. Trabalhou em várias companhias, foi contratada por Os Comediantes, participando do movimento renovador dos anos 40. Destacou-se também como rádio-atriz. Embora ficasse tempos ausente do palco, trabalhou nos anos 60 com Cacilda Becker e só em fins dos anos 70 abandonaria de vez o teatro.


Olga Navarro (c.1940).


Olga Navarro em Vestido de Noiva, com Os Comediantes.


Olga Navarro em A Dama do Camarote (1977).


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