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Teatro
Brasileiro 1918/38: Grandes Figuras
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Grandes
Figuras
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GASTÃO
TOJEIRO(1880-1965)
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Nascido
no Rio de Janeiro, Gastão Manhãs Tojeiro ficou órfão de mãe
aos 9 anos e de pai aos 16. Desde os 14 anos trabalhou em armazém
de tecidos, tornando-se caixeiro viajante. E nesse ofício de
vendedor de tecidos, com singular capacidade de observação, viu
o mundo da pequena burguesia que passou a abordar nas comédias de
costumes. Escreveu mais de cem textos, todos de sucesso junto ao público.
Neles falou da paixão despertada pelos galãs de cinema, da nova
moda das mulheres cortarem os cabelos bem curtos e dirigirem veículos;
comentou as guerras e as transformações sociais; as primeiras
corridas de automóveis; o futebol; os crimes sensacionais; o
serviço militar obrigatório.

Onde
Canta o Sabiá, Cia.
Abigail Maia, Trianon, 1921
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Estreou
em 1904 com As Obras do
Porto, mas foi em 1918 que obteve seu primeiro grande sucesso
com O Simpático Jeremias,
montado por Leopoldo Fróes. A partir de então, escreveu
incessantemente a pedido de empresários. Em 1921 foi à cena, no
Trianon, sua obra-prima, Onde
Canta o Sabiá.
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ITÁLIA FAUSTA(1887-1951)
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Fausta
Polloni nasceu em São Paulo (embora há uma versão de que teria
nascido na Itália e vindo ainda bebe para o Brasil) e menina começou
seus trabalhos no palco em grupos "filodramáticos" das
associações anarquistas. Adolescente, embarcou para a Itália,
onde estudou teatro. Profissionalmente, iniciou a carreira em
Portugal. Tendo adotado o nome de Itália Fausta, foi o primeiro
nome do Teatro da Natureza, criado por Alexandre Azevedo no Rio de
Janeiro. Em parceria com Gomes Cardim fundou a Companhia Dramática
de São Paulo (1917), que logo passou a ser Companhia Dramática
Nacional e se tornou o principal conjunto dramático do País. Os três
primeiros textos de Renato Vianna (Na Voragem, Salomé e Os
Fantasmas) foram encenados pela Dramática Nacional.
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Itália
Fausta aos 15 anos de idade.
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Mulher
culta, inteligente e atriz de expressão poderosa, Itália
Fausta foi considerada a grande trágica brasileira na sua época.
Buscava também a renovação dos processos criativos e a
convite de Paschoal Carlos Magno dirigiu a histórica montagem
de Romeu e Julieta,
com a qual estreou o Teatro do Estudante do Brasil.
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Itália Fausta e Gomes
Cardim, Cia. Dramática Nacional. |

Itália
Fausta como Antígone,
Teatro da Natureza, 1916.
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Itália
Fausta em Estrada do Tabaco
Dir.
Ruggero Jaccobi, 1948.
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ODUVALDO
VIANNA(1892-1972)
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Oduvaldo
Vianna.
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Nasceu
em São Paulo e formou-se pela Escola de Farmácia e
Odontologia. Mas dedicaria toda a vida ao teatro, depois ao
cinema e ao rádio. Figura das principais entre os comediógrafos
do pós-guerra, foi um dos fundadores da SBAT e organizou com
Viriato Correa, Nicola Vigiani e Abigail Maia a companhia que
ocupou o Trianon (movimento Trianon), na qual só autores
brasileiros eram representados. Dirigindo a Cia. Abigail Maia
(então sua esposa), realizou a primeira excursão de uma
companhia brasileira de comédia para o Exterior:
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visitou
a região do Prata e fez temporada de sucesso em Buenos Aires. Foi
aos Estados Unidos estudar cinema e buscou inserir recursos
cinematográficos na encenação e no texto. Entre suas comédias
estão: Amor de Bandido, Terra
Natal, A Casa do Tio
Pedro, A Vida é Um Sonho, Manhãs
de Sol, Feitiço, Vendedor de Ilusões,
Amor. Para o cinema
escreveu e dirigiu Bonequinha
de Seda, Alegria, Quase no Céu.
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A
Casa do Tio Pedro,
no Trianon (1921).
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VIRIATO CORREIA(1884-1967)
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Viriato
Correa e Renato Vianna (c1930).
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Nasceu
em Pirapemas, MA. Jornalista, historiador, comediógrafo,
cronista, autor de livros infantis, foi membro da Academia
Maranhense de Letras e da Academia Brasileira de Letras.
Estreou no teatro, como dramaturgo, em 1915, com Sertaneja. Formou com os novos comediógrafos da época que
propunham uma dramaturgia voltada a assuntos brasileiros. Ao
lado de Oduvaldo Vianna, Abigail Maia e Nicola Viggiani,
promoveu o "movimento Trianon", em 1921.
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São
dessa época suas comédias Sol
do Sertão, Juriti, Nossa Gente. A
longa bibliografia teatral de Viriato Correia contempla a fase das
comédias históricas, típica do Estado Novo, com as peças: A Marquesa de Santos (1938); O
Caçador de Esmeraldas (1940); Tiradentes
(com música de Villa-Lobos, 1941); O
Príncipe Encantador (1943).
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