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Tema desta Edição

Renato Vianna
Biografia
Campanhas Artísticas
A Última Encarnação do Fausto
Obras

 

O Teatro
Brasileiro
1918/38

Grandes Figuras
Grupos
Revisteiros
Presença Portuguesa

 

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Teatro Brasileiro 1918/38: Grandes Figuras
 

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Grandes Figuras

   


APOLÔNIA PINTO
(1854-1937)


Apolônia Pinto em 1870.

Filha dos atores portugueses Feliciano Silva Pinto e Rosa Adelaide, nasceu no camarim no. 1 do Teatro de São Luis, Maranhão. Estreou aos 12 anos de idade e nunca abandonou o palco, tornando-se uma das maiores atrizes brasileiras do seu tempo. Participou do movimento Trianon e trabalhou com Leopoldo Fróes. Passou os últimos anos de vida no Retiro dos Artistas, onde faleceu a 24 de novembro de 1937.


Apolônia Pinto em 1891.


Apolônia Pinto e Amélia Capitani em Flores da Sombra (1918).


Apolônia Pinto em 1922.


Apolônia Pinto no Retiro dos Artistas em 1933.

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COELHO NETO
(1864-1934)


Coelho Neto.

Nascido em Caxias, Maranhão, Henrique Maximiniano Coelho Neto foi professor, secretário do Governo do Rio de Janeiro, redator dos debates no Senado, deputado pelo Maranhão, jornalista e, acima de tudo, homem de teatro. Fundou em 1911 a Escola Dramática Municipal (atual Escola Dramática Martins Pena) e a dirigiu pelo resto da sua vida. Deixou vasta obra dramática, entre comédias e dramas, grande parte dela marcada pelo Simbolismo, mas entrando também na saga da comédia de costumes, como em Quebranto e O Patinho Torto ou Os Mistérios do Sexo.

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LUCÍLIA PÉRES
(1881-1962)


Fróes e Lucília Péres.

Filha de Gil Ribeiro e Olímpia Montani, atores que mambembavam pelo país, Lucília nasceu em Lorena, SP, e bem cedo pisou o palco. Bela mulher, de voz sedutora, conquistou depressa a platéia quando, adolescente, estreou no Rio de Janeiro. Para ela Artur Azevedo escreveu O Dote e A Fonte Castália. Trabalhou nas empresas de Cristiano de Sousa, Dias Braga, Eduardo Victorino, Alexandre de Azevedo. Sua primeira companhia foi Lucília Péres - Leopoldo Fróes, que marcou o lançamento do grande ator como empresário. Fez parte da Comédia Brasileira, companhia oficial criada para as comemorações do Centenário da Independência, em 1922. No mesmo ano, participou da Batalha da Quimera de Renato Vianna.

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LEOPOLDO FRÓES
(1882-1932)


Leopoldo Fróes.

Nascido em Niterói, Leopoldo Fróes sempre quis dedicar-se ao teatro. Mas a família não permitia. Formou-se em Direito e seu pai conseguiu-lhe um cargo diplomático. Foi trabalhar em Paris, mas não era visto jamais na Embaixada. Depois, em Portugal, iniciou a carreira artística. Voltou ao Brasil e, em 1915, foi contratado pela Cia. de Dias Braga. Formou sua primeira empresa com a atriz Lucília Péres, de quem se separaria dois anos depois.


Leopoldo Fróes e Apolônia Pinto.

Com o lançamento da comédia de Cláudio de Sousa Flores da Sombra (1917), Fróes possibilitou a eclosão da saga de comédia de costumes de cunho nacionalista que marcou os anos do pós-guerra. A partir dessa época e até meados dos anos 20, firmou-se como o mais importante ator e empresário brasileiro. Mas, contrário à instituição da SBAT, recusava-se a encenar peças de autores filiados a essa Sociedade. Foi por isso que brigou com Renato Vianna, quando este filiou-se à SBAT, estando levando com extraordinário sucesso a peça Gigolô (1924). 

Foi impedido pelo autor (com a ajuda da polícia) de continuar apresentando a obra.

O extraordinário talento de Leopoldo Fróes servia-lhe para improvisações. Pouco ensaiava os textos e raramente os estudava. Isso ocasionou prematuro declínio em sua carreira, quando seu trabalho começou a ser comparado ao de jovens atores como Procópio Ferreira ou Jayme Costa, ficando em desfavor. Por conselho de empresários, aceitou realizar uma temporada em parceria com Chaby Pinheiro, o mais importante ator português da época, alternando no cartaz peças escolhidas por um e outro ator, com o que escolhia no primeiro papel e o outro em papel secundário. A experiência só serviu para realçar a grande presença de Chaby, que se dedicava ao estudo dos textos, e a visível desorganização de Fróes.


Fróes em Felisberto do Café.

Sentindo-se abandonado pela platéia, voltou a Portugal e trabalhou com algumas companhias. Estava já doente, no inverno, e fazia papel em um filme, em Paris. O esforço físico e o rigor das baixas temperaturas minaram-lhe as últimas forças. Internou-se em um sanatório na Suíça, onde veio a falecer.


Leopoldo Fróes e Carmem Azevedo em Gigolô, de Renato Vianna (1924)

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