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Tema desta Edição

Renato Vianna
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A Última Encarnação do Fausto
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O Teatro
Brasileiro
1918/38

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TEMA DESTA EDIÇÃO: Renato Vianna/A Última Encarnação do Fausto
 
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O Drama Simbolista de Um Processo Artístico

   

A Encenação

Escrita em Fortaleza, CE, em 1921, a peça foi apresentada ao público pela primeira vez em leitura dramática, ano seguinte, no Teatro do Parque, do Recife.

Estreou no Teatro João Caetano, RJ, a 16 de dezembro de 1922, lançando a Cia. A Batalha da Quimera. Apoiavam Renato Vianna, na iniciativa, dois artistas participantes da Semana de Arte Moderna: Heitor Villa-Lobos e Ronald de Carvalho.


Renato Vianna.
(Foto: Arquivo Renato Vianna)


Ficha técnica: Antônio Ramos (Eduardo), Lucília Péres (Ilda), Renato Vianna (Mefisto), Mário Arozo (Antônio). Música de Heitor Villa-Lobos. Cenário de Mário Túlio. Ensaiador: João Barbosa. Encenação de Renato Vianna.

Com três dias de apresentações o espetáculo saiu de cartaz. Foi mal recebido pela crítica, havendo mesmo quem pedisse camisas de força para Renato Vianna e Villa-Lobos. Tanto crítica quanto público estranhou aquela encenação que contestava dogmas e códigos vigentes. Pela primeira vez no teatro dramático brasileiro, havia movimentos de luz, o uso da contra-luz e focos; pela primeira vez, também havia uma partitura musical acompanhando e dialogando com a ação dramática. A "hierarquia da cena", que dava à estrela da companhia o centro do palco, era completamente ignorada em favor da própria ação (o que levou o velho crítico Oscar Guanabarino a dizer, em tom de censura, que o espetáculo mais parecia cinema do que teatro), e já se insinuava o que Renato Vianna pregaria pelos anos afora: cada ator é parte de um conjunto e deve ter consciência desse conjunto, atuar no sentido do espetáculo "orgânico".  Era, portanto, um ensaio de "teatro moderno" que se dava no mesmo ano da Semana de Arte Moderna e ligava concretamente o teatro ao Movimento Modernista.

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Fausto, ano 2000

A histórica montagem de A Última Encarnação do Fausto, em 1922, deve ser lembrada como o início do processo de modernização do teatro brasileiro. Apesar disso, a peça não foi publicada e permaneceu esquecida em arquivos nunca visitados. E é um dos raros textos simbolistas da nossa literatura dramática.

Mefisto (Marcelo Jackow) oferece uma beberagem a Eduardo/Fausto (Marcelo Reis). (Foto Humberto Matos)


Algumas outras vezes foi encenado por Renato Vianna, mas nunca por outras companhias. Até este ano de 2000, quando a jovem encenadora Bernadeth Alves se interessou pela obra e levou-a à cena.

A montagem, que estreou na Sala Paulo Emílio Salles Gomes do Centro Cultural São Paulo a 13 de maio de 2000, elaborada conforme preceitos da escola Simbolista mas em linguagem contemporânea, confirma a atualidade do texto que já é um clássico do nosso teatro. As fotos de Humberto Matos, que ilustram esta página, são dessa montagem, cuja ficha técnica é a seguinte:

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