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Abrindo o Jogo

 


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Confira os textos enviados:


Data: 26/06/2002

Nome: Ediceu Borges

Cidade: São Paulo

Experimental na cidade de São Paulo

 Teatro

Esse é, a princípio, o tema da monografia que estou realizando na Uniban - Universidade Bandeirante de São Paulo.

Sou estudante de jornalismo e decidi realizar este projeto porque, assim que me formar, pretendo estudar teatro e também me profissionalizar como ator.Já fiz parte de um grupo de teatro amador ( espírita ), ocasião em que tive a oportunidade de apresentar nosso espetáculo no Carandiru - presídio feminino. Ali, senti minha alma elevada e vi o quanto gosto de teatro. Mas atualmente faço apenas um curso organizado e realizado por um colega da faculdade.

Minha orientadora, a professora Miriam Bevilacqua, dramaturga e jornalista, foi quem me incitou a pesquisar sobre TE, num momento em que eu andava confuso e sem saber que tema exatamente deveria abordar na pesquisa. Delimitei meu objeto de estudo da seguinte forma: pesquisar sobre experimentalismo em teatro na cidade de São Paulo, cujo objetivo é explicitar a qualquer interessado na arte dramatúrgica quais são os grupos que trabalham com TE na metrópole bandeirante. Por que experimentar, com qual finalidade? Quais os conceitos a respeito do que é TE?... e sobretudo tentar conceituar o TE?

Bem, o que anseio é que as pessoas envolvidas com essa arte, dramaturgos, atores, diretores, iluminadores, todos que de alguma forma experimentam em teatro, colaborem comigo entrando em contato, divulgando seus trabalhos e então conversaremos e discutiremos o experimentalismo. Durante o mês de julho até o início de setembro, pretendo dentre outras coisas debater o TE com alguns grupos. Por gentileza, peço que colaborem, pelo amor ao teatro.

Um abraço a todos!!!

Ediceu Borges

E-mail: ediceu_borges@hotmail.com


Data: 13/11/2000

Nome: Darci  Figueiredo

Cidade: São Paulo

Entidade: Grupo Pinus Ploft

Texto: Feliz dia 13 de novembro - bastante atrasado, mas somente hoje conheci o ANTAPROFANA. Quero agradecer por este site  e  cumprimentar  o  Milaré pela iniciativa que muito alimenta o teatro brasileiro.

Gostaria de registrar o projeto do Grupo Pinus Ploft: O Grupo foi fundado em 1985, realizando performances no vão livre do Masp em São Paulo. Com  o firme objetivo de não ceder às leis de mercado, este grupo sobreviveu,  desde então, produzindo e seguindo os passos que deram início ao projeto. Ao longo de 15 anos, realizou centenas de apresentações em São Paulo, depois alçou vôo até  a Amazônia, onde durante quase 10 anos deu seguimento ao projeto, chegando apresentar uma performance para um público estimado de 6000 pessoas em Manaus. De Manaus o Pinus Ploft foi ao Acre e aí também desenvolveu o projeto e até os dias de hoje - no Amazonas e no Acre - o Pinus Ploft forma profissionais na área teatral. Em Rio Branco foi fundado o Barracão de Ozi Cordeiro e em Manaus o  ator Nonato Tavares apresenta performances de rua a  partir do  processo vivido com o grupo. Em Portugal o Pinus Ploft residiu 7 meses, em 1989 e aí também deu continuidade ao  projeto. Dos integrantes iniciais, hoje ainda participa, esporadicamente a atriz  Silvânia Barbosa e o artista plástico Osmar Beneson.
Em 1994, e a partir de pesquisas realizadas em torno da cultura amazônica, foi desenvolvido uma dramaturgia inspirada na alma cabocla e indígena  da  Amazônia com o circo popular do nordeste do Brasil. Este espetáculo foi apresentado quase uma centena de vezes em São Paulo e interior e depois  foi apresentado nos EUA, Japão, Finlândia e África do Sul. Estes projetos internacionais ocorrem exatamente como fora o grupo há 15 anos atrás. Hoje, há o texto, que é traduzido para o idioma do país visitado e os atores interpretam o texto nos idiomas traduzidos (já foi traduzido para o inglês, japonês, finlandês, alemão, tupi, guarani, sueco, vietnamita e árabe).
Atualmente, quem trabalha, sem interrupção, com o Pinus PLoft é um dos seus fundadores, o ator e diretor Darci Figueiredo. Os outros participantes são convidados e são muitos. Atores, atrizes, músicos, participam do projeto que o Darci Figueiredo produz, sempre sem fins lucrativos. ele é o autor, diretor, produtor, administrador, Office boy, técnico, camareiro, figurinista  etc.. De vez em quando um dos  (outros) fundadores participam de um evento. Aos EUA, por exemplo foram o Osmar e a  Silvânia. Para a Finlândia (em 2000) foi o Osmar, que também irá aos Emirados Árabes. Quero dizer que, nenhum integrante do grupo nunca foi  afastados do grupo, muito pelo contrário, estão sempre envolvidos com encaminhamento  projeto.
O  Milaré acompanhou os primeiros passos deste grupo, que subsiste pelas mãos do Darci Figueiredo e abre fronteiras para o teatro brasileiro.  Nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro, próximos, será reapresentado em São Paulo a o espetáculo A Mulher Caixa, no Vale do Anhangabaú e na Av. Paulista. Será apresentado em 9 idiomas e é apenas um presente do Pinus Ploft para a cidade de São Paulo. Não há patrocinador, nunca houve. Existe, sim, mas nem sempre, pequenos apoiadores, principalmente os logísticos. Quem mantém o grupo é o próprio diretor, que deixa  de ir ao cinema, a um jantar, para investir dia-a-dia no projeto. Princípios básicos: não depender da Prefeitura, do Estado  ou do Governo Federal. Não ficar em fila e não ter medo de dizer não aos marketeiros. Dialogar, encontrar meios em conjunto para realização dos projetos, isto sim, mas nunca submeter  o projeto à vaidade, à necessidade de existência dentro do mercado artístico. Produzir, construir, sem esperar nada em troca. Arte pela Arte, como os índio Tikuna - fonte de inspiração do Pinus Ploft. Custa caro sim. paga-se com a solidão,  com  obstinação e com  fé num mundo melhor. Sem o medo dos afogados, sem  competição  para ocupar espaço. Ser Artista, sem mêdo das conseqüências por ser um Artista do 3º mundo.  Tudo isto que parece um discurso, não traduz a bruta realidade do trabalho diário.
Eu, Darci, sinto-me livre, sem amarras, comprometido apenas com os amigos, com a minha obrigação de fazer teatro em prol de um Brasil  melhor.
Milaré, gostaria muito que você fosse ver uma das apresentações da Mulher Caixa - seria um presente para mim. Devo muito a você.

Um abraço.

Texto: Este festival é anual.  É  um  grande  festival internacional, muitíssimo bem organizado. Tem teatro, dança, teatro de rua. Recebem os participantes muito bem - só não pagam os bilhetes aéreos.

STANDATD  BANK  NATIONAL ARTS  FESTIVAL

Lucas Avenue
PO Box 304
Grahamstown
6140 - África do Sul
Tel.+27.46-622 4341
Fax.+27.46-622 3082
E-mail  sbnaf@foundation.intekom.com
Lynette  Marais - Festival Director



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